Páginas

sábado, 20 de setembro de 2014

E esse tal preconceito? / And that such prejudice?

E esse tal preconceito?

Patrícia Moreira flagrada ofendendo o goleiro do Santos Aranha e chorando após o episódio

   Já fui insultado inúmeras vezes e briguei várias e várias vezes por conta disto. Quando criança, tive que aprender a lidar com isso e não mais me importar, você é preparado pra lidar com situações assim ao longo da vida, na hora da raiva lembram logo da mãe.
Em momento algum da minha vida lembro dos meus pais dizendo algo como: filho você tem que se preparar porque algumas pessoas não gostam da cor de sua pele.
   A realidade é que só quem passa pela situação sabe o quão surreal é e o quanto isso dói. Até acontecer comigo achava que isso era irreal, fantasioso, "coisa" da mídia, exagero e que jamais aconteceria comigo. Pois é, eu estava errado.
Pense na coisa mais FOD@ que já aconteceu na sua vida e que te deixou sem ação com vontade de sair dali instantaneamente direto pro colo da sua mãe pra chorar, essa é a definição da sensação que senti ao ser discriminado. Você sai de casa preparado pra quase tudo, mas nunca sai de casa preparado pra isso, afinal, o povo brasileiro é uma mistura de raças.

   Essa menina está pagando uma conta ingrata pela superexposição na mídia, mas foi preciso chegar a esse ponto pra tomarem uma atitude e o goleiro antes chamado de macaco por alguns, foi agora vaiado por todos por sofrer discriminação e denunciar o ocorrido, dá pra acreditar e entender isso?
Por que na hora que acertamos algo merecemos prêmios, reconhecimento e quando erramos temos que ter a mão passada em nossas cabeças? Independente da classe social um crime deve ser tratado como crime, só porque o negro é rico ele sofre menos quando passa por preconceito e a outra parte por perder o emprego motivada por seus atos deve passar a ser a coitada?
Uma coisa é condenar os atos criminosos praticados contra ela por criminosos que acham-se "justiceiros", outra é banalizar ou minimizar o ato praticado por ela.

   Nós colhemos exatamente o que plantamos, não se pode esconder atrás de um escudo de desculpa pronta com os dizeres "Foi o calor do momento ou eu só acompanhei não sou racista", a boca fala do que o coração está cheio, ninguém em sã consciência pula da ponte porque o outro pulou, as coisas são feitas da forma que nos convém.
Vivemos numa sociedade que mascara os problemas ao invés de resolver, criamos desculpas pra justificar as mais diversas coisas não encarando o problema de frente.
Só quem sentiu o ódio por causa da cor de sua pele pode dizer como que é!
Vale lembrar que existem várias formas de preconceito e nem todas são tão nítidas como o caso de Patrícia Moreira, a maioria ainda é oculta, tênue, disfarçada.



Nenhum comentário:

Postar um comentário