Segundo Pesquisa, Vírus
para Android crescem 600% em 1 ano.
Nos
últimos 12 meses, o número de malwares para dispositivos Android cresceu 600%.
Isso significa que a cada dez apps disponíveis para o sistema operacional, um
está infectado parcial ou totalmente com arquivos maliciosos e vírus.
Os dados são de estudo realizado pela
empresa chinesa Cheetah Mobile, que
obteve em seis meses uma amostra de cerca de 24,2 milhões de aplicativos.
Destes, 2,2 milhões continham algum tipo de código malicioso. Segundo os pesquisadores,
o número representa crescimento de mais de 20 vezes em relação ao mesmo
levantamento realizado no ano de 2012.
Um levantamento divulgado recentemente pela Strategy Analytics constatou o que todo mundo já sabe: o Android é
o sistema operacional móvel mais usado em todo o mundo, presente em mais de 80%
de todos os smartphones. Tamanha supremacia tem chamado a atenção de
cibercriminosos, que estão cada vez mais empenhados em afetar usuários da
plataforma do Google.
Quase 70% dos vírus encontrados
estavam em programas que continham métodos de pagamento móvel. O número pode
ser explicado pelo grande crescimento de apps da categoria. As versões mais
vulneráveis do Android são a 4.1 e a 4.2. As seguintes, 4.3 e 4.4, são
consideradas as mais seguras.
Em termos de taxa de infecções por vírus, a
Ásia aparece em primeiro lugar, seguida pela Europa Ocidental. Isso pode
acontecer por dois motivos: alta concentração de desenvolvimento de aplicativos
e falta de verificações rigorosas das lojas de aplicativos em busca de vírus.
"A probabilidade de um dispositivo na Ásia ser infectado é de duas a três
vezes maior do que na Europa ou nas Américas", afirmam os engenheiros da
empresa. "Segundo
nossa análise, os vírus provenientes de países em desenvolvimento respondem por
99,86% das infecções – 713 vezes maior em comparação com as ameaças da Google
Play Store (0,14%)", completam. De acordo com os especialistas, Rússia e
França também têm estado na mira dos criminosos. Os países com mais eficácia em
proteção do Android são Austrália e Estados Unidos, onde as taxas de infecção
são bem mais baixas quando comparadas a outras nações asiáticas.
Como informa o IBTimes, o estudo obteve cerca de 24,2 milhões de amostras de arquivos de apps para Android, captados ao longo de um período de seis meses a partir de janeiro deste ano. Após analisar os documentos, a companhia identificou que pelo menos 2,2 milhões desses arquivos possuíam algum tipo de código malicioso, principalmente de vírus e malwares. Engenheiros da Cheetah afirmam que o número de aparelhos infectados cresceu cerca de 2,5 vezes em comparação com o mesmo período de 2013.
Outro dado da pesquisa mostra que os sistemas de pagamento móveis são as principais alternativas usadas por criminosos para alcançar novas vítimas. No primeiro semestre de 2014, os vírus e malwares direcionados através dessa categoria representaram quase 68% do total de ameaças. A porcentagem é assustadora, uma vez que os crackers não precisam se esforçar muito para concluir seus ataques – apenas 1% desses crackers fez uso de alguma ferramenta de hacking.
O relatório também aponta que as versões 4.1 e 4.2 do Android Jelly Bean são as mais afetadas por vírus e malwares. Ambas respondem, respectivamente, por 35,66% e 23,96% do mercado de smartphones equipados com o sistema operacional do Google, com uma proporção de infecção de 33,20% e 32,20%. Versões mais recentes da plataforma, como o Android 4.3 e o 4.4 (KitKat), correspondem, respectivamente, a 5,34% e 8,72% do mercado, com taxa de infecção de 0,30% e 6,60%.
Uma boa dica prevenir contra este problema a é fazer o download de um bom app antivírus, também direto da Play Store, para intensificar a segurança do seu smartphone.


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